14 de agosto

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19/05/22 às 17h39 - Atualizado em 19/05/22 às 17h39

Órgãos do GDF arrecadam agasalhos para população vulnerável. Contribua!

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Casacos, jaquetas, cachecóis, luvas e toucas… É assim que os moradores do Distrito Federal saíram de casa nesta quinta-feira (19), considerado o dia mais frio da história. Os termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) marcaram mínima de 1,4ºC na estação meteorológica do Gama, devido ao avanço de uma massa polar que atinge o Sul, Sudoeste e Centro-Oeste do Brasil. O recorde anterior ocorreu em julho de 1975, quando o Plano Piloto registrou 1,6ºC.

Para proteger a população em situação de vulnerabilidade, que não possui o vestuário adequado para a queda de temperatura, a Defesa Civil, Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) arrecadam agasalhos, cobertores e roupas em geral. As doações, que serão encaminhadas para moradores de rua, entidades assistenciais, hospitais e albergues, precisam estar em condições de uso e limpas. O cidadão deve colocar os itens em sacolas plásticas, preferencialmente transparentes, e entregar no ponto de coleta mais próximo.

 

A Defesa Civil e o CBMDF começam a receber doações na próxima segunda-feira (23), com a Campanha Agasalho Solidário 2022. Os itens devem ser levados ao Quartel Operacional do Corpo de Bombeiros, Centro de Capacitação Física e Academia de Bombeiros Militares – localizados no Setor Policial Sul (SPS) – e ao Quartel do Comando Geral, no Setor de Administração Municipal (SAM), Quadra 2. As doações também poderão ser deixadas nos batalhões da corporação localizados nas regiões administrativas. O foco da campanha é a arrecadação de agasalhos e cobertores, mas também estão sendo recebidos lençóis, roupas e calçados.

Distribuição

Antes do início oficial da campanha, na quarta-feira (18) a Defesa Civil, por meio da Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec), distribuiu 550 agasalhos e cobertores a pessoas em situação de rua que ficam às margens da pista de ligação L3-L4, Avenida L4, 910 Norte e Rodoviária do Plano Piloto. A entrega foi possível por meio de uma parceria com o Colégio Militar Dom Pedro II (CMDP II) e o CBMDF, que realizou uma campanha de arrecadação dos itens junto aos alunos da escola.

“Distribuímos para as pessoas que mais precisam. Às vezes a pessoa só tem um cobertor velho, é muito difícil. Também vamos aos locais indicados pela própria população”, conta o major Souza, da Defesa Civil. “Quem puder doar, que doe também. Carregue casacos e cobertores no carro para dar a alguém em situação de vulnerabilidade no caminho do trabalho ou de casa”, incentiva.

“A parceria da Segurança Pública ultrapassa as ações de policiamento qualificado para reduções criminais, que seguem em queda. Nossas ações são pensadas também de acordo com a necessidade da população. Com o retorno da Defesa Civil para nossa pasta, vamos intensificar essas ações, sempre que necessário”, ressalta o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo.

 

Já na terça-feira (17), o comando do Colégio Militar Dom Pedro II deu início à campanha no ambiente escolar e a entrega foi possível já na noite de quarta-feira (18), como explica o comandante do CMDP II, tenente-coronel Thiago John. “Percebemos um engajamento muito grande dos alunos, que aceitaram esse desafio em tão pouco tempo. Havia uma necessidade de os alunos participarem da entrega, mas não seria possível, por conta da logística, pois seria necessário que os pais acompanhassem e não seria possível em tão pouco tempo. Mas podemos pensar numa próxima oportunidade.”

Após a arrecadação junto aos alunos, o comando do CMDPII solicitou à Sudec a entrega do material. “A entrega de agasalhos e cobertores às pessoas que estão em situação de rua é uma das nossas atribuições e tínhamos meios para essa distribuição. Esperamos contar com outras parcerias”, finaliza o subsecretário do Sistema de Defesa Civil, coronel Luciano Maximiano.

A Polícia Militar começou a coleta de agasalhos nesta quinta-feira (19). Quem quiser ajudar o próximo pode entregar os itens nos batalhões da corporação até 17 de junho. A ação é desenvolvida anualmente pelo Centro de Comunicação Social em junho, mas como o frio chegou antes do previsto, a campanha foi antecipada. Os donativos serão encaminhados para moradores de rua, entidades assistenciais, hospitais e albergues.

Proteção redobrada

As baixas temperaturas devem se manter até sábado (21), de acordo com a meteorologista Naiane Araújo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “O frio intenso continua nesta sexta-feira, mas no sábado as temperaturas devem começar a aumentar gradativamente. No sábado, a mínima é prevista em torno de 5°C e a tarde deve ter máxima de 22°C graus. No domingo, a mínima sobe para 10°C e máxima para 25°C”, explica.

A infectologista Ana Helena Germoglio, da Secretaria de Saúde, alerta que, neste período, o organismo humano desenvolve mecanismos adaptativos para sobreviver à temperatura, como o aumento da produção de muco e a congestão nasal. “O corpo precisa manter o calor para evitar que fique tão frio dentro das vias aéreas. Por isso, muitas pessoas ficam com o nariz escorrendo ou entupido”, afirma.

“A gente pode ajudar o organismo mantendo a hidratação, bebendo bastante água e se agasalhando bem, principalmente as crianças e os idosos”, completa. E, como o frio aumenta a circulação de vírus, a orientação da especialista é evitar aglomerações e manter o uso de máscara de proteção facial.

A doméstica Amanda Kênia, 26 anos, se agasalhou corretamente para ir trabalhar nesta quinta-feira (19). Ela apostou na máscara facial, luvas, touca e um casaco reforçado. “Frio só é bom quando a gente está em casa, quentinho. Tenho nem roupa para isso, gosto mesmo é do calor”, diz.

Já a jornalista Carolina Sales, 34 anos, é apaixonada por temperaturas mais baixas. “Estou adorando esta época. Até comentei com meu esposo que já posso tirar todos os casacos do armário. Acho, inclusive, que as pessoas ficam mais elegantes”, afirma. Mãe de uma menina de 7 anos, ela revela que o único problema é acordar a filha de manhã cedo. “Ela só não foi para a escola de cobertor, mas estava agasalhada da cabeça aos pés”, completa.

*Com informações da Secretaria de Segurança Pública

Fonte: Agência Brasília 

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